Como sua empresa pode reagir à crise do Coronavírus

Compliance e COVID-19

Empresas de todo país já adotam o regime de home office, fábricas estão fechando temporariamente e empresas procuram rapidamente táticas para vencer os impactos da crise trazida pelo Coronavírus.

Quais ações sua empresa vai adotar para minimizar os impactos negativos dessa crise?

Nossos profissionais elencaram 4 ações a serem adotadas para as organizações que pretendem sair desse momento ainda mais fortalecidas:

1. INSTAURE UM COMITÊ DE GESTÃO DE CRISES

Assim como a Administração Pública tem feito, as empresas também devem implementar um Comitê de Gestão de Crises Multidisciplinar, composto por profissionais de nível sênior, para monitorar as mudanças que impactam em suas operações e desenvolver um plano de continuidade dos negócios.

Neste particular, a função Compliance desempenha um papel fundamental, pois novos riscos irão surgir à medida que as empresas se adaptam a este novo cenário.

Contudo, sabe-se que não será possível para aquelas empresas que ainda não tem um Programa de Compliance bem estruturado, planejar e implementar um plano de gestão de crises perfeito. É elementar pensar em boas práticas, principalmente se você ficar restrito a conceitos acadêmicos, mas a realidade, infelizmente é muito mais dura.

São pouquíssimas as empresas que entendem bem como funciona um Comitê sob as perspectivas da governança corporativa.

Portanto, sim, é preciso instaurar um Comitê de Gestão de Crises, mas quando tudo se normalizar será necessário que este passe a fazer parte oficialmente da estrutura de governança da organização, ou seja, que ele seja formalmente instaurado e as funções bem definidas por meio de um Regimento Interno.

Também será necessário prever que referido Comitê não funcione tão somente quando uma crise eclodir, mas que ele esteja efetivamente preparado para atuar quando necessário. Nesse sentido, sugere-se que o Comitê de Gestão de Crises passe periodicamente pelo que os norte-americanos chamam de “Mock Crisis Training” ou seja, simulações de cenários de crise. Contudo, para que isso funcione, é necessário que a empresa…

2. REVISE A MATRIZ DE RISCOS

 A adaptação das organizações a este novo cenário impõe que processos sejam reavaliados e novos riscos sejam identificados. Ameaças surgem na medida que as operações são afetadas por novas normas editadas pela Administração Pública, pelo próprio comportamento de gestores e colaboradores ou pela utilização de novas tecnologias por exemplo.

Mais do que nunca a crise do Coronavírus comprovou que todo e qualquer risco deve ser identificado, avaliado e mitigado, por mais improvável que seja a chance de que ele efetivamente venha a ocorrer.

Significa dizer que as organizações devem revisitar suas matrizes de risco com maior periodicidade e, principalmente, que sejam implementadas as três linhas de defesa, de modo que todos, alta liderança, gestores e colaboradores entendam qual é o seu papel.

Possivelmente, esta crise também seja responsável por fazer com que as organizações  revisem suas políticas de recursos humanos e, principalmente, algumas formas de trabalho, o que significa dizer que será necessário buscar um….

3. APERFEIÇOAMENTO DE CONTROLES RELACIONADOS AO TRABALHO REMOTO

O novo regime de trabalho não deve refletir no afrouxamento dos controles internos e dos mecanismos de monitoramento. Desvios de conduta que antes ocorriam no ambiente da empresa podem continuar sendo cometidos em ambiente virtual.

No momento pré-crise eram pouquíssimas as empresas que adotavam um regime de home-office. De repente, de uma semana para a outra, empresas estão mandando TODOS os seus colaboradores ou a grande maioria deles para casa.

Por essa razão, fatalmente algumas políticas corporativas e controles internos precisarão ser revistos em razão de novos riscos que não haviam sido mapeados antes dessa crise, principalmente, mas não exclusivamente, aqueles relacionados à tecnologia da informação, pois o trabalho remoto significará que sistemas, contas de e-mail e servidores de arquivos, por exemplo, serão acessados remotamente ameaçando dados sensíveis da organização.

Ainda, infelizmente, são poucos os empreeendedores e executivos que conhecem a Árvore da Fraude, modelo criado pela ACFE (Association of Certified Fraud Examiners) para demonstrar boa parte dos desvios de conduta que podem ocorrer em todo tipo de organização, independente do seu ramo de atuação ou do porte do negócio.

Já neste sentido, e, por fim, é necessário que as organizações se preocupem em….

4. COMBATER CONFLITOS DE INTERESSES

Eventuais revisões dos contratos firmados pela organização podem ser um prato cheio para emergir conflitos de interesses. É importante reforçar as normas de conduta e adotar controles internos para detectar e responder a essas situações.

Crises são períodos nos quais pessoas má-intencionadas podem se aproveitar para cometer fraudes ou atuar contra a própria organização.

Invariavelmente, várias empresas passarão por uma revisão de seus contratos, o que poderá acarretar em rescisões e na reavaliação de preços e prazos, por exemplo. Neste particular, é importante que a organização indique profissionais sêniores para participar de qualquer tipo de tratativa com parceiros de negócio, que tudo seja devidamente documentado e que eventual necessidade de contratação de um novo fornecedor em prazo exíguo não signifique que os controles internos deixem de ser observados.

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